ALGUMAS PALAVRAS INICIAIS

Eu tenho herpes genital e o herpes não tem cura.

Mas descobri que ele pode ser controlado de forma simples, eficiente e barata.


Pronto. De tudo o que tenho para falar, isso é o mais importante. Se você não tem saco para textos longos nem está interessado em minhas observações e reflexões, apenas quer saber como pode resolver ou melhorar seu problema, pode parar por aqui e ir direto ao post “Método de Controle do Herpes – Curto e Grosso”, logo abaixo. É lá que você vai encontrar o que procura.


Mas se você gosta de uma boa conversa, pegue uma cerveja, café, cigarro ou seja lá qual for sua droga de preferência, sente confortavelmente e vamos continuar.


Não estou aqui para vender nada, nem fazer propaganda de produto nenhum. Estou aqui para dividir um conhecimento que mudou minha vida e que, se você tem herpes, espero que mude a sua.


Porque eu sei o que é ter um encontro marcado na sexta à noite – um encontro com aquela pessoa, com quem você queria sair há tanto tempo (!!!) – e acordar na sexta de manhã com as malditas bolhinhas. De uma hora para outra, lá está você, não apenas precisando desmarcar sua tão aguardada trepada, mas também tendo que arrumar desculpas convincentes para adiá-la por quase quinze dias, até que esteja tudo resolvido (leia-se, cicatrizado).


Amigo, amiga, eu não garanto que isso nunca mais vai acontecer comigo, mas já faz um tempo que não acontece. No momento em que escrevo esse texto, em março de 2013, fazem precisamente treze meses. Considerando-se que vou à praia, bebo muito e durmo pouco, isso não é pouca coisa.


Mas não foi sempre assim. Já sofri bastante por causa dessa doença pentelha. Já perdi relacionamentos, já passei vergonha, já perdi finais de semana, feriados e viagens que tinham tudo pra ser perfeitos. Certa vez, passei a Semana Santa no interior de Minas Gerais, em uma casa com apenas mais dois caras e nada menos que sete mulheres... e não pude nem azarar ninguém porque a porra do troço resolveu brotar no primeiro dia.


Herpes genital não é um mero inconveniente, nem é uma coisinha à toa. Ele te envergonha, te debilita socialmente e corrói tua auto-estima. Tudo bem que ele não te mata e nem está presente o tempo todo, mas o herpes deixa cada interação social/sexual da sua vida com um eterno ponto de interrogação, pois você nunca sabe quando ele vai surgir para acabar com a festa.


Esse blog tem dois objetivos. O principal deles é divulgar um método simples, barato e eficiente de manter o herpes sob controle. Um método que uso há mais de dois anos e do qual tomei conhecimento por um feliz acidente. Repito: não vou vender nada, nem fazer propaganda alguma. Os remédios que recomendarei são baratos, de uso corriqueiro, podem ser encontrados em qualquer farmácia e são produzidos por diversas empresas. Certamente que esse blog não fará qualquer diferença relevante nas vendas deles.


A razão para que eu me dê ao trabalho de divulgar essa informação é pelo que ela representou e ainda representa para mim. Hoje tenho paz de espírito para marcar um encontro e posso programar uma viagem na praia sem medo. Isso é tudo o que alguém que tem herpes quer e, como eu tive a felicidade de encontrar, o mínimo que posso fazer é propagar para o máximo de gente possível.


O objetivo secundário desse blog é conversar. Sobre o herpes, sobre a vida, sobre a vida com herpes. Quero te contar coisas que observei e ouvir coisas que você observou, se te interessar falar sobre elas. É difícil falar sobre herpes, particularmente sobre herpes genital, e talvez você queira um canto tranquilo onde possa tocar nesse assunto. Eu quero.


E já que tocamos nesse ponto, eu permanecerei anônimo, por motivos óbvios. Meu objetivo é divulgar conhecimento e bater papo, não ficar conhecido como “o cara do herpes”. Além do mais, quando eu começar a falar de forma franca sobre minha vida, certamente aparecerão histórias envolvendo comportamentos sexuais e sociais discutíveis e isso não pegaria bem nem com mamãe nem com meu chefe.


Como dirigir-se a alguém que não tem nome é complicado, escolhi Dimitri. Não tem nada a ver com meu nome verdadeiro, nem tem nenhum significado especial, apenas abri uma lista de nomes na internet e peguei o primeiro que me agradou.


E, agora, vamos àquilo que você, muito provavelmente, está esperando. Depois, conversamos mais.


Porque, se você ainda não percebeu, eu falo pra cacete.

terça-feira, 19 de março de 2013

SE VOCÊ NÃO TEM HERPES E NÃO QUER PEGAR, LEIA ISSO



Não é tão visível quanto você pensa
Há pessoas que contaminam outras de propósito
Camisinha não te protege totalmente
Luzes acesas e olhos abertos
Coisas muito piores que herpes

Se você está aqui nesse blog não porque tem herpes, mas porque está interessado no assunto, mas não tão interessado a ponto de querer juntar-se ao time, existem algumas informações importantes, que só descobri depois que já tinha a doença.

I) O herpes, mesmo durante a fase ativa e contagiosa, pode ser mais difícil de perceber do que você imagina.
 
II) Muitas pessoas fazem sexo durante a fase ativa e altamente contagiosa da doença – obviamente, sem alertar seus eventuais parceiros.

Some I com II e o que você tem? Mais alguém precisando tomar vitamina c com zinco diariamente.

Agora, vamos mais a fundo nisso e discutir algumas coisas perturbadoras.

Meu primeiro surto de herpes ocorreu uns dez dias depois do carnaval de 2009, mas eu não sei quando o contraí. Você pode ter o herpes por meses e até por anos sem manifestá-lo, então, eu desconfio que foi durante esse carnaval, mas nunca vou saber. Meu herpes ocupa uma área pequena, perto da base do pênis. Pela localização e extensão, eu provavelmente usava camisinha quando o contraí, pois é uma parte que normalmente fica descoberta, com o movimento.

Mas o que realmente importa, nessa história é que eu, até hoje, não sei quem foi. Tenho algumas suspeitas, mas nunca saberei. Alguém que estava com herpes transou comigo e me contaminou. Propositadamente.

E eu poderia fazer a mesma coisa, se quisesse.

O meu herpes, como eu disse, é pequeno. Se ele estiver na fase em que as bolhas já estouraram, eu poderia sair para transar e seria perfeitamente possível que quem estivesse comigo não percebesse nada, mesmo com as luzes acesas. Reduza para uma meia luz e coloque um pouco de álcool ou outros entorpescentes na jogada e eu passaria batido, fácil.

Você vai dar uma busca no Google Images por “herpes” e vão aparecer umas fotos tenebrosas. Elas são um excelente argumento para você tomar cuidado, mas o problema é que você pode pensar que é sempre daquele jeito. Não é. Muitas vezes, o herpes é uma coisa discreta, mas que enche o saco do mesmo jeito. 

Alguns conselhos: 

Não transe com as luzes apagadas com gente que você não conhece. Aliás, nem com gente que você conhece. As minhas duas suspeitas mais fortes sobre quem me passou caem sobre mulheres que eu conhecia e com quem já tinha transado. Você pode transar com alguém por bastante tempo e não saber que ele/ela tem herpes.

Pratique sexo oral. Que é ótimo para quem faz e para quem recebe, você já sabe mas, além disso, o sexo oral é uma excelente oportunidade para ver de perto onde você está prestes a se meter (ou o que está prestes a se meter em você). Não é só questão de verificar doenças, galera, mas higiene, também. Uma xaninha com cheiro de azeda ou pau sebento te dizem muito a respeito da criatura que você acabou de conhecer e podem até reduzir seu entusiasmo.

Voltando ao herpes...

Por três vezes, eu precisei avisar mulheres que não podia transar porque estava com herpes. Normalmente, o que eu fazia era tentar marcar pra outro dia e arrumar uma desculpa qualquer. Mas tem vezes que não dá. Você pode, por exemplo, cair na besteira de ir para a balada durante um surto, achando que não vai rolar nada naquela noite e, quando você menos espera, estar se embolando com alguém.  

Nessas situações, ainda dá pra você inventar uma desculpa, mas tem outras em que não tem solução. Certa vez, passei a noite transando com uma garota até apagarmos. Quando acordei, de manhã, fui ao banheiro mijar e descobri que as bolhas tinham aparecido – enquanto eu dormia! Aí, não teve jeito, precisei abrir o jogo e explicar porque não ia rolar aquela trepada matinal. Esse caso, inclusive, é a razão pela qual esse blog existe. Vou contá-lo em detalhes, em outro post. É uma história interessante e que prova que fazer o bem e se comportar como homem ainda compensa.

Agora, uma informação perturbadora: já contei esse caso para alguns caras que têm herpes e, para minha surpresa, eles disseram que não teriam falado nada. Disseram que, se a minha lesão era mesmo tão pouco perceptível, eles teriam metido e que se foda.

Eu não sei quanta gente há por aí com esse tipo de mentalidade, mas estou certo de que são muitos. Pessoas que vão contaminar outras com uma doença incurável, sem o menor escrúpulo ou remorso. Cuidado. Se cuide.

Essa observação vale para quem já tem herpes também, pois se você transar com alguém que tem a doença, ela muito provavelmente vai atingir outros lugares e uma extensão maior.

E já que estamos falando nisso, há coisa pior por aí, ok? Já conheci pessoas que contaminavam outras com HIV propositadamente. Não estou falando de lendas urbanas que aconteceram com o amigo do primo do colega, mas pessoas que sentaram do outro lado da minha mesa. Uma delas era uma prostituta que atuava em Copacabana. Uma morena muito bonita e de corpo escultural, ela tinha como esporte preferido pegar clientes bêbados na noite e, já no motel, convencê-los a transar sem camisinha. Venhamos e convenhamos que não costuma ser a coisa mais difícil do mundo convencer um bêbado a transar sem camisinha, concordam? Pois é, essa ordinária contaminava, no mínimo, um cara por semana. Depois, ela foi morar em uma favela de Copa (apenas para situar temporalmente, essa é uma história Pré-UPPs), onde dava para todos os bandidos do morro. Sem camisinha, claro, pois bandido que é bandido não tem essas palhaçadas de chupar bala com papel (e você, que não acreditava em justiça poética, hem? :-)). Não sei que fim levou essa figura, mas ela costumava tomar seus remédios do coquetel bem direitinho e malhar regularmente, o que garantia sua ótima aparência. Se ela não bateu de frente com alguém que resolveu encerrar sua carreira de anjo da morte, ela deve continuar por aí, firme, forte e filha da puta como antes. 

Abra o olho.

terça-feira, 12 de março de 2013

IMPORTANTE - CUIDADO COM O EXCESSO DE VITAMINA C

Um, somente um e talvez, menos que um
Seu pau é importante, mas seus rins também
Uma parábola sobre a dor inimaginável


Vamos supor que você tenha acreditado em mim e que tenha resolvido experimentar. Pode ser que pela sua cabeça passe a seguinte ideia:

“Ora, se um comprimido efervescente por dia é bom, dois devem ser muito melhor! Ou talvez até mais. Talvez eu consiga até criar uma reserva no organismo, para suprir meus eventuais esquecimentos.”

Tire isso da cabeça nesse exato minuto, por dois motivos: 

O primeiro é que seu corpo não acumula vitamina C (pelo menos, não onde você gostaria, mas falaremos disso já, já). Ele tem uma capacidade X de absorção por dia e essa capacidade é mais que alcançada com um comprimido efervescente. Aquilo que você ingerir além disso, é eliminado na urina. Em outras palavras, seu dinheiro é eliminado na urina.

O segundo motivo é consideravelmente mais importante que o primeiro, afinal, é muito difícil consumir tanta vitamina C que você venha a quebrar seu orçamento.

Quebrar seus rins, no entanto, não é tão difícil assim.

Excesso de consumo de vitamina C sobrecarrega seus rins. Aquela vitamina que não é eliminada na urina vai se acumulando neles, formando pedras.

Você já ouviu falar no quanto dói uma crise renal? Não? Existe uma espécie de “ranking” das dores mais fortes que podem acometer um ser humano. Para que você tenha uma ideia, a famosa e temida dor do parto fica em terceiro lugar. A medalha de prata vai para o enfarto. Adivinhe quem vem no topo do pódio?

A dor de uma crise renal é algo inimaginável para quem nunca a experimentou. 

E aí? É um bom motivo para tomar só um comprimido por dia, ou não?

PARÁBOLA DO DIA:

Um cara do meu trabalho estava estudando para concurso público. Já fazia anos que ele tentava e não conseguia, mas ele continuava tentando. Então, teve um concurso específico com o qual ele cismou. Tinha que ser aquele. O cara é bastante compenetrado. Além de trabalhar, ele fazia aula em cursinhos e usava todo o tempo livre para estudar.

No meio dessa história, bateu nele uma paranoia de que ele poderia ficar resfriado e perder aulas, dias de estudo ou, pior ainda, podia pegar uma gripe no dia da prova.

Parece até a gente, não é? Com medo que o herpes brote no dia da foda do século.

Pois nessa paranoia, o cara começou a consumir quantidades absurdas de vitamina C. Ele não apenas tomava comprimidos efervescentes, ele bebia suco de laranja, de acerola e, quando queria chupar bala, eram aquelas Vita-C.

Um belo dia, ele estava em casa, quando chegou a fatura. Veio-lhe uma dor tão forte nos rins que ele caiu de quatro no meio da sala e não conseguia levantar. Ele estava sozinho. Segundo as próprias palavras dele, ele tentou chegar até o telefone que estava na mesa, para ligar para alguém pedindo ajuda, mas não conseguiu nem se arrastar até lá.

Isso é a dor de uma crise renal.

E já que estamos falando nisso que, se você é sortudo pra caralho e, além de ter herpes, tem, também, problemas nos rins, recomendo enfaticamente que consulte um médico antes de começar a engolir vitamina C.

sábado, 9 de março de 2013

MÉTODO DE CONTROLE DO HERPES - ENTRANDO EM DETALHES



Embora o “Método de Controle do Herpes – Curto e Grosso” contenha tudo que você, a priori, precisa saber, eu recomendo enfaticamente que você leia as observações e considerações a seguir. Elas contém pontos importantes para o bom uso do “método” (se é que alguma coisa tão simples pode ser chamada assim).
Vamos direto ao ponto:

PARA MANTER O HERPES SOB CONTROLE, A ÚNICA COISA QUE FAÇO, HÁ MAIS DE DOIS ANOS, É TOMAR, DIARIAMENTE, UM COMPRIMIDO EFERVESCENTE DE VITAMINA C COM ZINCO

Parece babaquice, eu sei. Parece um daqueles conselhos que uma velhinha te dá na fila do supermercado, quando você está espirrando e com o nariz escorrendo.

“Meu filho, você devia tomar vitamina C.”

Mas contenha seu ceticismo e continue lendo. Só parece babaquice porque nós gostamos de coisas complicadas, caras e exclusivas. Gostamos do unguento feito com as raízes da planta que cresce na encosta das montanhas tibetanas ou dos potes enormes e coloridos de comprimidos que são vendidos em seis vezes sem juros no Polishop. Assim, falar que você vai controlar uma doença incurável, que atormenta a humanidade há sabe-se lá quanto tempo, apenas com vitamina C com zinco, deve parecer quase como uma ofensa à sua inteligência.

E, no entanto, eu garanto que isso é tudo que eu tenho usado para manter o herpes genital sob controle, por pouco mais de dois anos, com um sucesso que me surpreende até hoje. No momento, em março de 2013, encontro-me há treze meses sem o herpes aparecer. No primeiro ano de uso, não fiquei tanto tempo sem ter um surto, porque dei algumas bobeiras. Às vezes, eu esquecia de comprar a vitamina C com zinco ou, mesmo tendo em casa, esquecia de tomar. Quando via, já estava sem tomar a uns três ou quatro dias. Aí, certo como dois e dois, o herpes vinha. Mesmo assim, minha situação melhorou muito. Antes da vitamina C com zinco, eu tinha surtos a cada mês e meio, mais ou menos. Dificilmente passava mais de dois meses sem ter algum. Nesse primeiro ano de uso, mesmo dando alguns moles, tive apenas três surtos.

E aqui vai o primeiro disclaimer dessa história: tenho a impressão de que meu corpo ficou dependente da vitamina C com zinco. Eu posso esquecer de tomar um dia sem consequências e até desconfio que dê pra tomar um dia sim, um dia não (embora eu não arrisque) mas todas as vezes em que comecei a esquecer muito, tomar um dia sim, dois dias não, coisa assim, o herpes chegou, líquido e certo, como uma fatura de cartão de crédito. 

Eu, com toda a sinceridade, não estou nem aí para essa suposta dependência. O herpes me incomodava tanto que, há dois anos atrás, se alguém me oferecesse algo mais caro e mais lesivo para minha saúde, que me desse o mesmo resultado, eu aceitaria sem pensar. Mas eu sou eu e você é você, então acho bom te informar sobre isso.

Falando em dar bobeira e ter um surto (sem querer ser pessimista, mas isso vai acontecer com você – todo mundo dá mole, cedo ou tarde), tem outra coisa que descobri e que você deve achar interessante, também: o que fazer quando você escorregou e deixou a maldita botar a cara para fora.

O que você faz, provavelmente, é o que eu fazia e o que quase todo mundo que tem herpes faz: pomada de aciclovir nas bolhas (e, posteriormente, nas feridas), até tudo sumir. Isso é um processo que pode demorar mais ou menos, dependendo da intensidade do seu herpes. Para mim, ele levava em torno de doze a quinze dias, desde o momento em que a primeira bolha aparecia até o momento em que eu estava, de novo, com um pau bonitinho, limpinho e cheiroso, pronto para ser apresentado à sociedade.

Mas, depois que comecei a usar a vitamina C com zinco, além dos surtos ficarem mais espaçados, eles passaram a durar menos: de três a quatro dias. Certa vez, fiquei desesperado porque o filho da puta do herpes botou a cara para fora em uma terça-feira, e eu tinha uma suruba fortíssima marcada para o sábado. Eu já me preparava para inventar uma desculpa para meu não comparecimento (para depois recolher-me às trevas do meu apartamento e passar o fim de semana assistindo dvd, como costumamos fazer), quando vi que as lesões estavam sarando muito mais rápido do que eu esperava. Na sexta, eu já estava lisinho da silva e, no sábado, compareci firme e forte.

Eu não sei se essa curta duração dos surtos tem a ver com a Vitamina C com Zinco ou com a forma de tratar as lesões que adotei depois. Meu melhor palpite é que é uma mistura das duas coisas. Aí vai, então: a segunda parte do método é o que fazer quando a primeira dá errado. Antes de lê-la, quero que lembre o que está lá em cima, no cabeçalho do blog: EU NÃO SOU MÉDICO E ESTOU RELATANDO RESULTADOS QUE FORAM OBSERVADOS APENAS EM MIM, NÃO SEI SE ISSO VAI FUNCIONAR COM VOCÊ. Isso dito...

1)  QUANDO AS BOLHAS SURGIREM, USE A POMADA/CREME DE ACICLOVIR. Isso é só para impedir que a coisa se alastre mais. Um urologista já me disse que o aciclovir é pura enganação. Eu não vou tão longe, mas digo que a única aplicação REAL que eu encontrei para esse remédio muito caro e recomendado por quase todo médico, é impedir que o surto atinja uma extensão maior de pele. NO QUE SE REFERE A FAZER O SURTO IR EMBORA MAIS RÁPIDO, PARA MIM, O ACICLOVIR É UMA BOA MERDA. Pelo menos, em comparação com o remédio que uso atualmente e que custa R$1,00 a garrafa.


2) NÃO ESTOURE A PORRA DAS BOLHAS!!! Resista à essa tentação! Elas vão estourar logo, sem que você precise fazer isso e, mais importante, as pessoas com quem conversei, que tinham hábito de estourá-las, me disseram que suas lesões foram afetando áreas cada vez maiores. Para quem não sabe, o herpes surge mais ou menos no mesmo lugar e afeta uma área mais ou menos do mesmo tamanho. No entanto, um amigo que tem o hábito de estourar as bolhas (segundo ele, para “fazê-las secarem mais rápido”) disse que, anos atrás, elas atingiam uma pequena área mas, hoje em dia, elas cobrem seu pau inteiro.

3) Depois que as bolhas estourarem sozinhas, esqueça o aciclovir. É agora que vai entrar em cena um remédio miraculoso, fantástico, de última geração, que ficou em fase de testes por vários anos na Universidade de Boston e só agora foi liberado pela FDA. Gostou? Pois é tudo mentira, com a exceção de o remédio ser miraculoso e fantástico. Estou falando de

ÁGUA BORICADA.

A essa altura, provavelmente você não acha, mas tem a certeza absoluta de que eu estou de sacanagem. Peço seu voto de confiança de novo: mantenha seu bilau ou sua bimbinha na água boricada o máximo possível e suas lesões estarão cicatrizadas em menos da metade do tempo habitual. Eu, particularmente, durante um surto, não apenas coloco água boricada toda hora como também embebo uma gaze em água boricada e enrolo no pau. Fica tudo resolvido em três dias.

É isso, meninos e meninas, Vitamina C com Zinco e água boricada. Você pode até duvidar se dá certo ou não, mas, pelo menos, acho que já sabe que não estou tentando vender nada. Tanto a vitamina C com zinco quanto a água boricada são remédios baratos, consumidos por milhões (bilhões, talvez) de pessoas. Não é a audiência desse blog que vai fazer alguma diferença.

Eu quero ressaltar um ponto porque tem gente que é muito, muito desligada. Você reparou quantas vezes eu repeti Vitamina C COM ZINCO? Eu fiz questão de ficar repetindo isso, igual a um gravador, porque Vitamina C pura não traz o mesmo resultado. Existem várias marcas de vitamina C com zinco e você pode escolher a que quiser (escolho a minha apenas pelo sabor, mas nunca percebi qualquer diferença no resultado). Eu também acredito que você possa consumir a Vitamina C e o zinco separadamente, ou usar um polivitamínico, coisa assim, mas nunca tentei essa alternativa. Se você experimentar e der certo ou errado, por favor, envie suas experiências.

Camaradas, gatinhas, espero do fundo do coração, se vocês sofrem dessa doença, que essas informações possam ajudá-los a voltar a ter uma vida praticamente normal como a que tenho hoje. 

Isso é o que importa. O resto desse blog é conversa fiada.

MÉTODO DE CONTROLE DO HERPES – CURTO E GROSSO



Tá bom, você só quer saber o que fazer, não ficar de bate papo com outro perebento como você. Beleza, aí vai:

PARA NÃO DEIXAR O SURTO OCORRER:

- Um (e somente um) comprimido efervescente de VITAMINA C COM ZINCO, diariamente.


SE O SURTO OCORRER:

- Passar pomada/creme de aciclovir nas bolhas, enquanto elas não estourarem (eu tenho sérias dúvidas sobre a eficácia do aciclovir e não estou certo de que ele seja necessário, mas eu uso, só nessa fase, para melhorar minhas chances);
- Não estourar as bolhas;
- Depois que elas estourarem sozinhas, largar o aciclovir e usar somente ÁGUA BORICADA, o máximo de vezes por dia que você puder. Se puder embeber uma gaze em água boricada e deixar em contato com a parte afetada, melhor.

Acabou. Vai com Deus.